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Francisca Ayla Oliveira Costa

Titular da Cadeira nº 19

 

O DOM DE SER MULHER

Um dia, o Criador me fez mulher

Para artesã de um mundo bem melhor  

Para inspirar nos corações a fé   

Para buscar um amor sempre maior.

                        Como mulher, ser mãe muito extremosa

                        Doar o amor mais puro, sem medidas,

                        Numa entrega total e carinhosa

                        Sentir-me realizada em dar vidas.

Recebendo de Deus esta missão

Buscar o santo exemplo de Maria

Ao entregar a vida em oblação

Transmitir o amor, a paz, a alegria.

                          Sendo mulher, esposa, ser amante,

                          Mantendo a chama viva da paixão

                          No abraço companheiro e palpitante

                          Doar a própria vida e o coração.

Mulher que , como a lua, a iluminar 

O coração do homem bem amado 

Abrilhantando as noites de luar

Aquecendo, de amor, o enamorado.

                            Árvore que dá frutos, sedução,

                            É isto pouco? Que há mais afinal?

                            Cheia de ânimo, determinação,

                            Sobremaneira,é profissional.

A amar o mundo, o espaço conquistar,

Quanta lhaneza e frágil parecer

Quão grande fortaleza a demonstrar

Incansável guerreira, imenso ser!

                            E, hoje, louvo a Deus com gratidão

                            Por todas as benesses, pela fé,

                            Por confiar-me a bela vocação

                            A luz da vida,o dom de ser mulher.

Manuel Evander Uchôa lopes

Titular da Cadeira nº 1

 

UM EREMITA URBANO

Em minha juventude na florescente e bela cidade de Ipu, conheci um cidadão, que diziam ser louco; Eu não pensava assim, considerava-o, apenas, um homem de uma mente um pouco perturbada.

Ele era uma figura típica; estatura mediana, maltrapilho e magro, talvez pela má alimentação de que se servia.

Andava pelas ruas e bairros da cidade aparentemente sem rumo, tendo por companhia uma cadelinha magra como ele próprio; Quem sabe, talvez, a procura de seu Cosme, pois todo Damião tem seu Cosme, um irmão.

A meninada, na sua maldade inclemente de criança, atirava-lhe pedras e gritava Pesão, o que o deixava excitado e, assim, ele corria atrás da molecada, mas sem lhe fazer mal.

Era um homem de certa forma espirituoso (filosófico) em algumas de suas respostas a indagações que lhe fazíamos.  Conhecia-nos a todos pelos sobrenomes; Quando nos encontrava conversando ou bebericando em algum lugar da cidade, saia a gritar e espalhar pelas ruas Tavares, Lopes, Carneiro, Aragão e outros...

Damião, em sua inocência de “louco”, nos ensinou algumas lições de humildade, resignação e compreensão com suas respostas “filosóficas”, que certamente muitos de nós, até hoje, lembram.

O tempo passou; Um dia, estando de férias em Ipu, senti falta de alguma coisa; Veio-me à mente a imagem de Damião; Perguntei por ele e me disseram que falecera e estava enterrado no cemitério da cidade, próximo à entrada, ao lado da Capela. Disseram também, que seu túmulo era um dos mais visitados no dia de finados e, que até fazia milagres. Não sei...  Damião, com certeza, não é um Santo cultuado por nossa Santa Igreja Católica; mas, certamente, foi um santo homem, que perambulava pelas ruas de Ipu aparentemente sem rumo, talvez a procura de seu Cosme...; ...” UM EREMITA URBANO ”.

Titular da Cadeira nº 2

Reflexões

  • Remorso

      Uma das causas do remorso e da amargura na velhice é achar que deixamos de fazer algo que poderia ter mudado o rumo de nossas vidas.  Pensamos ter falhado em algum ponto, prejudicando o nosso...

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