Poesias

Maria Silonildes de Mesquita

Titular da Cadeira nº 38

A fortaleza dos ventos!

Os ventos nos parecem frágeis, mas de frágeis não têm nada.

Ora passam de mansinho e vão acariciando a tenra plantinha que desabrachou de uma pequena semente.

Ora sopram forte e a conduz para o lado que o sol está ,

e assim a pequena árvore vai crescendo e sendo moldada pelas mãos do pacato, forte e revolto vento.

Aquele galhinho frágil se inclina para onde o forte vento soprar.

E assim vai seguindo moldado pelos caprichos do vento !

As vezes se torna todo emaranhado

como o cabelo da jovem donzela, que não se zela.

E com o passar dos anos se torna uma linda e robusta árvore contorcida pelos ventos, mais

parecendo uma obra de arte

saída das mãos do Criador.

Agora digo a nós, que não

sejemos como as árvores que mesmo com raízes bem fincadas

ao chão, não têm vontade própria, se inclinam para onde os ventos as levam. Será que isto não é o princípio da sabedoria ?

Olhemos para Deus e sempre peçamos força para nos fortalezacer e nos livrar das tempestades dos ventos,

dos falsos amigos que por muito só querem nos desviar do nosso bom caminho.

Precisamos estar alicerçados na rocha e com foco para às coisas do alto.

Somente assim nunca deixaremos

sucumbir nossa essência. Então,

que soprem os ventos, que

venham as chuvas e

caiam as tempestades,

mas jamais nos arrastarão, estamos fincados na rocha e cheios de fé e convicção de Deus.

 

Fortaleza, 09/06/2020

Foto do acervo particular de Florildes Mesquita.

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