Crônicas

Maria de Jesus Lima

 

(Homenagem à Mimosa Araújo)

O ano era 1952/1953 quando eu a conheci. Quero dizer-lhe

que foi muito bom tê-la conhecido. Você, com sua sensibilidade,

não demorou a perceber as dificuldades que se teria

para criar uma família grande em uma cidade do interior, naquela

época, mesmo sendo a nossa cidade natal. Em nossas

conversas de calçada, à noitinha, trocávamos ideias sobre a

vida e você, então me passava muitas palavras de incentivo,

aquela força de argumentos; foi como uma grande luz que

iluminou o meu caminho. O seu otimismo e sua é foram um

presente de Deus na minha vida. Sua amizade me fez crescer

em várias direções que tenho percorrido.

Hoje sou feliz, pois a minha caminhada foi laboriosa,

mas valeu, tudo mudou. Seu pai, José Osvaldo Araújo deu a

sua contribuição. Quando surgiu a primeira oportunidade ele

mostrou a porta de entrada. Por isso hoje estou aqui, participando

com grande alegria desta linda festa de aniversário,

seus noventa anos. Esta feliz data completa-se por ser o dia da

Imaculada Conceição. Ela, que guiou seus passos para constituir

uma família e fazer muitos amigos.

É um dia de felicidade para todos. Em particular, posso

dizer-lhe, é o dia também da minha grande alegria, pois estou

tendo esta oportunidade de celebrar esta imensa amizade que

nos uniu por todos esses anos. Foram anos de confidências,

anos de confiança e de convivência feliz. Este ato litúrgico é a

celebração de tudo. Só me resta agradecer a Deus esta oportuna

ocasião de poder prestar esta modesta homenagem. Creia-me,

Mimosa, seu nome está escrito no meu coração. Parabéns

pela Vida.

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