Crônicas

José Solon Sales e Silva

Titular da Cadeira nº 34

CRÔNICAS DE BIAL

 

                        Meu sonho? Ser cronicado por Pedro Bial. Apresentador de televisão, jornalista, escritor, cineasta e poeta brasileiro. Melhor de tudo isso é poeta. Conheci-o sendo correspondente da Globo em Londres. Que rapaz inteligente, que pessoa de bom senso e falo sob o ponto de vista do espectador. Confio e sempre confiei em suas notícias, sempre dadas com muita convicção. Centrado, homem inteligente, ilustrado.

Nunca consegui entender porque Pedro foi o apresentador do Big Brother Brasil de 2002 a 2016. Deus, um correspondente em Londres ser remanejado para um programa desta natureza. Mas, como sou inteligente bem sei porque. Ele é exímio na crônica, hoje escrevo crônicas e sei com é difícil. Pedro é criterioso na escrita e cria crônicas maravilhosas. E Bial ficou 16 anos naquele programa de entretenimento e ridículo, mas ele estava lá com garbo, com maestria, fazendo crônicas de onde não tem nada. Um verdadeiro mestre. Hoje tem um programa de entrevistas e hoje faz crônicas com os entrevistados melhor que antes.

Meu sonho? Um dia ser cronicado por Bial. Isso não será possível a não ser que sua assessoria descubra meu livro sobre cemitérios, quase impossível, a academia não se coaduna com a Globo. Entretanto gostaria de saber como seria criticado por este grande poeta, grande comunicador, grande pensador, que cara instigante. Que cronista nato.

Grandes homens nem sempre fazem o que somente gostam, fazem o que é necessário. É o caso deste grande repórter, jornalista, escritor, cronista nato. Globo é o globo, empresarialista, consumista, industrialisarista, capitalista, vendedora da vida que se quer. Bial não se coaduna e se mistura ao mesmo tempo com tudo isso, porque? Precisamos sobreviver e Bial faz bem e é um andarilho por todos os segmentos necessários a sobrevida dos dias de hoje e de ontem.

Já me sinto cronicado por Pedro. Sou, sobretudo seu admirador pelos muitos ensinamentos. Vejam-se esta crônica deste meu ídolo:

“Amor de amigo é coisa engraçada! É diferente de amor de pai, de mãe, de irmão, de namorado... Amor de amigo é amor que completa a gente. Um amigo não precisa estar com a gente o tempo todo, porque amor de amigo vence a distância.

Amor que é amigo mesmo pode até ter outros amigos, porque amor de amigo nunca acaba. Ele se multiplica. Tem amigo de tudo que é jeito: de infância, de escola, de bairro, de igreja, de faculdade, de intenet, amigo de amigo... Tem amigo até que a gente nem lembra de onde veio. E cada um deles tem um espaço guardado na memória e no coração. Amigo é amigo porque está presente nos momentos mais importantes da vida da gente: o primeiro beijo, a primeira festa, a aprovação no vestibular, um picnic sábado a tarde, um dia de praia, ou até um almoço de domingo. Aos meus amigos, a todos eles, eu desejo que conquistem cada vez mais amigos. Porque amor de amigo não cansa de amar.”

Inteligência rara, homem ímpar pela empatia, como gostaria de ser criticado por ele. Tomara que Bial leia meu livro “O Cemitério Revistado”. Grande homem das artes e das letras.

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