Crônicas

Maria Silonildes de Mesquita

Titular da Cadeira nº 38

Dias introspectivos.

Há dias em que me vejo pegando carona nas asas do vento e voando para um lugar onde tudo seja poesia, onde as pessoas não vivam com tanta pressa, onde possam ouvir mais o outro, onde uma música possa ser ouvida com atenção e nos leve a  viajar para um lugar em que uma gota orvalhada de uma flor, ao se desprender, toque notas musicais e todos saibam decifrar e entender de música. Pois o mundo sem a melodia, sem acordes musicais seria azedo.  O nosso coração emocional tem pressa de uma boa música, onde possamos nos sentir repousando em colo de mãe. Lugarzinho quente e curativo. Somente assim, nos manteremos com vitalidade emocional e boa saúde física e mental. Precisamos ser um pouco mais introspectivos, menos racionais e materialistas. As vezes ouvir o que pede o coração nos faz bem, nos trás uma sensação de voltar a ser criança que faz o bem e nos remete à uma infinitude dos super- heróis. O meu coração, me pede sempre para ouvir o coração do outro. Este outro que vive sem tempo de parar e que já se olha como uma máquina e acha até que é desnecessário e supérfluo à  vida, falar de coisas subjetivas que não seja pão,  trabalho e dinheiro. Ele sabe que se parar e falar do essêncial invisível, ele vai fraquejar e deixar cair suas máscaras. São estas máscaras errôneas que ele usa, que servem para enganar a ele e ao mundo. Sempre está passando para as pessoas à sua volta uma imagem de felicidade, se escondendo atrás de um sorriso. mas por dentro ele sofre , o coração padece. Estas emoções mau canalizadas se externam em forma de doenças psicossomáticas, que nada mais são do que uma desordem emocional ou psiquiátrica, que afetam o funcionamento dos órgãos vitais do corpo.

Fortaleza, 16/04/2021

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