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Francisco de Assis Martins

Titular da Cadeira nº 15

 

HISTÓRIAS DO ZEZÉ DO VALE

Zezé do Vale era tocador de sanfona, e, diga-se de passagem, um dos melhores da Região.

Sempre era contratado para animar ou tocar “Sambas” e mais “Sambas” por este nosso sertão afora.

Certa vez foi contratado para tocar um “Sambirote” lá para as bandas da Macambira.

Naquela época as festas dançantes, ou Sambas, como queiram, começavam muito cedo da noite, entre sete e oito horas, terminando por volta de meia noite ou qualquer coisa a mais.

Neste contrato Zezé terminou as festividades em torno de uma da madrugada, e juntamente com os outros músicos, após receber a importância devida, rumaram para o “Sítio Salgado”, onde residiam. Alguns ficaram logo no começo da viagem e dormiram em casas de pessoas conhecidas.

Zezé continuou à viagem sozinho e já ao romper da aurora avista o Riacho do Salgado, e só com ele diz: vou tomar um banho para depois dormir até a hora do almoço. E mergulhou no pequeno córrego, - eram 05h30min da manhã quando o mesmo acordou o relógio que estava no seu pulso marcava 11h. Tomou aquele susto e disse: como eu dormi muito no fundo deste rio!

Vale à pena contar...  

Zezé do Vale, músico, poeta, charadista e protético, eram as suas profissões.

Certa vez encontrava-se no seu consultório de prótese dentária e eis que lhe chega um paciente solicitando um ajuste na sua dentadura. Zezé muito solícito atende de imediato o cliente que no momento estava sofrendo dores horríveis na boca em virtude da colocação de uma malvada Dentadura.

Zezé manda que o mesmo sente-se na cadeira (de dentista), então começa a examiná-lo e em pouco tempo consegue aliviar o sofrimento do pobre doente dos dentes.

No dia seguinte aparece o mesmo constituinte. Zezé faz outro atendimento e mais uma vez o grande protético alivia as suas dores. Outras vezes sucederam-se até que um dia, Zezé não suportando mais a angústia seguida de dores do seu paciente, lhe indaga?

Meu amigo,

Quem foi que fez esta sua dentadura?

O cliente responde,

NÃO!... seu Zezé, eu

“Tirei numa rifa

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