Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes


 

Processo para eleição dos candidatos às cadeiras vagas da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes.

RESULTADO

 

ELEITORES

APTOS

33

COMPLETOS

26

INCOMPLETOS

3

AUSENTES

4

 

 

CADEIRA 24

JORGE ANTÔNIO MARTINS NOBRE

24

NÃO

2

NULO

0

 

 

CADEIRA 26

IRAN COELHO MALAQUIAS

23

NÃO

2

NULO

1

 

 

CADEIRA 33

RAQUEL LIMA DAMASCENO

22

NÃO

3

NULO

1

 

Francisco de Assis Martins

Titular da Cadeira nº 15

 

CENÁCULO

Inicio dos anos 60. A associação Santa Luiza de Marillac, encabeçada pelas distintas jovens da época: Maria Francisca Frota, Suzana Ximenes, Terezita Felizola e a nobre ipuense Dilma Timbó; resolveram criar o Cenáculo.

O que era o Cenáculo?                                            

Um recanto agradabilíssimo que reunia todas as noites a juventude da época para curtirem ao som de uma Radiola HI feita pelo Reizinho as músicas do Trio Irakitan, jogos de Gamão, Dama, Firo, Dominó, Ping-pong e outros tantos. Tornou-se rapidamente o ponto de encontro dos jovens daquele tempo. Ficava onde é hoje “O Estação Bar” ou a antiga residência de seu Antônio Ramos. Rememoramos com muita saudade daquele lugarzinho tão bom e suave onde as nossas noites eram menos compridas, e tardes também, pois aos sábados e domingo era aberto pela manhã e a tarde, incluindo sem duvidas na noite boemia. Um perfume agridoce tomava conta do ambiente com a presença indispensável de nossas garotas do Ipu, sempre com aquele charme de mulher BONITA. Era ali que encontrávamos com as nossas namoradas. Pegávamos as nossas enamoradas e Cenáculo. Saiamos a dar voltas na Avenida Major Quixadá onde o som da amplificadora a Voz Ipuense se confundia com as musicas da Eletrola do Cenáculo.

E tome romance, juras d amor, beijos abraços e parava por aí a pureza das meninas daquele tempo era muito grande. Vivi aquela época e sem duvidas era bom ser do Ipu, de noites nostálgicas e leves inebriadas com as músicas de Adilson Ramos, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, e outros, e mais outros.

A lua como sempre nos acompanhava espalhando a sua a luz argêntea para gravar no disco de prata as partituras tocadas pelos anjos em magistral orquestração. “Por isso é que dizemos que a Lua é um disco em que o criador gravou uma canção”.

E vamos que vamos de noite adentro a voz ao som do PINHO era carta marcada. E lá íamos de casa em casa cantar e tocar para as nossas belas adormecidas. No dia seguinte os comentários eram o suficiente para nos deixar lisonjeados. Diziam: eu ouvi a serenata, que bom cantaram a minha música, e por ai seguiam-se as conversas das belezas que ouviram na noite as modinhas de corações apaixonados.

Era o vigor da juventude, sensibilidade a flor da pele, sangue fervendo evoluindo e o sentimento mais profundo.

Não tenho medo das criticas que fazem dos românticos, sou e serei até enquanto o divino poder e quiser, serei um ROMÂNTICO INVETERADO, graças a Deus.

 

Ipu, 07 de setembro de 2011. As 22h14min.