Expirado
Acadêmicos

Cadeira Nº 34

Patrono

Cônego Francisco José Aragão e Silva

Acadêmico

José Solon Sales e Silva (1º Ocupante)

Posse: 19 Jan 2007

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Nome: JOSÉ SOLON SALES E SILVA
Filiação: ANTÔNIO SOLON DE FARIAS E SILVA E MARIA FARIAS SALES E SILVA
Data e local de nascimento:19 de Setembro de 1957, em Ipu, na casa localizada na então Praça Abílio Martins, Centro.
Cônjuge: FÁTIMA HELENA VIEIRA COSTA E SILVA (Pedagoga)
Filhos:

  • ANTÔNIO SOLON DE FARIAS E SILVA NETO (Publicitário e empresário do Setor de Eventos)
  • PEDRO HENRIQUE VIEIRA COSTA E SILVA (Estudante universitário do Curso de Licenciatura em Teatro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Campus Fortaleza e do Curso Técnico em Dança do Dragão do Mar)
  • MARIA VITÓRIA VIEIRA COSTA E SILVA (Estudante de Enfermagem na UniFanor)


Formação Acadêmica:

  • Guia de Turismo pela Escola de Turismo do Ceará e Instituto Federal do Ceará - IFCE.
  • Bacharel em Direito pela Universidade de Fortaleza.
  • Bacharel em Turismo pelo Instituto Federal do Ceará.
  • Aluno reginatário do Curso de Licenciatura em Letras da Universidade Estadual do Ceará.
  • Aluno do Curso de graduação em Tecnologia em Hotelaria do Instituto Federal do Ceará - IFCE.
  • Mestre em Gestão de Negócios Turísticos pela Universidade Estadual do Ceará.
  • Doutor em Geografia pela Universidade do Estado de São Paulo, Campus Julio de Mesquita Filho, Rio Claro, São Paulo, com estudos na área de concentração de Organização do Espaço com linha de pesquisa: espaço, cultura e sociedade, onde se comprovou que o Cemitério São João Batista, em Fortaleza, é lócus de turismo. 

Atividades Profissionais:

  • Agente de Viagens da Lazar Turismo Ltda e da Fort Line Turismo Ltda até o ano 2000.
  • Professor universitário do Curso de Turismo e Curso de Direito da Universidade de Fortaleza de 1986 a 2012.
  • Professor dos Cursos Técnicos e Superiores, na área de Turismo e Hotelaria, do IFCE desde 1995.
  • 1988 a 1989 - Coordeandor Substituto do Curso de Bacharelado em Turismo da Universidade de Fortaleza. 
  • 2001 a 2002 - Auxiliar de Coordenação do Curso de Bacharelado em Turismo da Universidade de Fortaleza. 
  • 2002 a 2007 - Coordenador dos Cursos de Turismo e Hospitalidade do IFCE.
  • 2008 a 2012 - Coordenador do Curso de Hotelaria a Distância da Univesidade Aberta do Brasil/IFCE.
  • 2012 a 2016 - Coordenador de Atividades Sociais e Artísticas da Pró-Reitoria de Extensão do Instituto Federal do Ceará, conduzido pela Pró-Reitora de Extensão Zandra Maria Ribeiro Mendes Dumaresq na gestão do Reitor Vigílio Augusto Sales Araripe.
  • 2014 - 2017 - Membro da Comissão de criação e implantação do Memorial do Instituto Federal do Ceará.
  • 2016 a 2018 - reconduzido como Coordenador das Atividades Sociais e Culturais da Pró-Reitoria de Extensão.
  • 2018 a 2020 - 1º Curador do Memorial do Instituto Federal do Ceará - Dr. Raimundo César Gadelha de Alencar Araripe, durante o reitorado do Reitor Virgílio Augusto Sales Araripe..
  • 2021 - reconduzido como Curador do Memorial do IFCE pelo Reitor José Wally Mendonça Menezes.

Outras informações:

       Orgulhosamente nascido em Ipu graças a feliz ideia de meus pais terem escolhido fixar residência nesta singular cidade. Nos anos 90 decidi dedicar-me exclusivamente ao magistério, decisão esta extremamente acertada, pois na academia encontrei uma das minhas habilidades. Sou um apaixonado pela pesquisa e ao mesmo tempo um entusiasta do fazer, prática que tenho tido a oportunidade de exercer não só junto aos Cursos Superiores, mas também junto ao Curso Técnico de Guia de Turismo. Viajar é minha grande paixão, alegria que só não se suplanta a minha família.  Sou muito agradecido a Universidade de Fortaleza e ao Instituto Federal do Ceará onde venho aprendo a ser um profissional do turismo, e onde tive e tenho a oportunidade de viajar, levando alunos em formação para melhor conhecer o mundo. O turismo é uma área fascinante, difícil, muitas vezes desprestigiada, mas um campo do conhecimento em expansão. Sou um profissional muito realizado quando vejo que as autoridades desta área, passaram por minhas salas de aula. Sinto-me muito lisonjeado em ocupar a Cadeira Nº 34 cujo Patrono é o Cônego Francisco José Aragão e Silva, da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes. 
Endereço para acessar curriculum lattes: http://lattes.cnpq.br/8736988978589366

 

Discurso de Posse dos Neo-Acadêmicos Auditório do Patronato Souza Carvalho Dia 19 de Janeiro de 2007 Hora: 20h30min, proferido pelo neo-acadêmico José Solon Sales e Silva.

 

ACADEMIA IPUENSE DE LETRAS, CIÊNCIAS E ARTES
           Ethice Reverentia Dignitas

 

Ilmo. Sr. Monsenhor Francisco Ferreira de Moraes MD Presidente de Honra desta Academia.

Ilmo. Sr. Manuel Evander Uchoa Lopes MD Presidente da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes .

Ilustríssimos membros da Diretoria da AILCA.

Ilustríssimos Acadêmicos Ilustríssimos Neo-Acadêmicos.

Autoridades Civis e Eclesiásticas aqui presentes.

Senhoras e Senhores.

Por designação do Presidente da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes fui incumbido de falar em nome dos Neo-Acadêmicos, tarefa honrosa e difícil por representar uma plêiade de intelectuais comprometidos com a cultura de nossa terra. Entretanto, me empenhei para bem representa-los. O surgimento das Academias de Letras devemos a nação francesa que nos idos do século XVII, por iniciativa do Cardeal Richelieu foi criada em 1635 e registrada no Parlamento de Paris, em 1637 a “Academie Française” que passou formalmente a ser a responsável pela regulamentação da gramática francesa, a ortografia e literatura. O modelo gozou de sucesso e consolidou-se mundo afora. No Brasil, o estado do Ceará foi pioneiro na criação de Academia de Letras. Surgida a partir da inquietação de intelectuais que participaram do movimento literário e da criação da Padaria Espiritual em 1892, instalou-se a Academia Cearense em 15 de agosto de 1894 que teve como primeiro Presidente Tomás Pompeu de Sousa Brasil Filho. A Academia Cearense, denominação de sua primeira fase iniciou as atividades com 27 membros e em sua segunda fase passa a denominar-se Academia Cearense de Letras. Assim como a Academia Cearense inspirada nos moldes da Academia Francesa, surge em 1897, portanto três anos após a criação da Academia Cearense a Academia Brasileira de Letras que tem por fim, segundo os seus estatutos, a “cultura da língua nacional”, sendo composta por quarenta membros efetivos e perpétuos, conhecidos como “imortais” considerando-se que a literatura e a arte guardam o espírito da imortalidade tendo em vista que uma obra literária ultrapassa os tempos. No entanto uma inovação surge com a Academia Brasileira de Letras que foi a criação dos Patronos das respectivas cadeiras, que são aqueles que guiam e servem de exemplo e que igualmente contribuíram sobremaneira com a sociedade em seu tempo. O cearense conhecido como brasileiro destemido, inteligente, desbravador e, sobretudo preparado tem contribuído sempre para as letras em todo o país. Assim temos dois cearenses como patronos de Cadeiras na Academia Brasileira de Letras, são eles: João Franklin da Silveira Távora, baturiteense Patrono da Cadeira Nº 14, fundada por outro não menos famoso cearense de Viçosa do Ceará Clóvis Beviláqua e José Martiniano de Alencar, Patrono da Cadeira Nº 23, fundado pelo primeiro Presidente da ABL Machado de Assis que concedeu a primazia que tem, e deve ter na literatura nacional o cearense de Messejana. Outros cearenses ocuparam cadeiras na Academia Brasileira de Letras a exemplo do fortalezense Tristão de Alencar Araripe, fundador da Cadeira Nº 16; Gustavo Adolfo Luiz Guilherme Dodt da Cunha Barroso, fortalezense que foi o 3º ocupante da Cadeira Nº 19 e que presidiu a Academia por dois mandatos, o primeiro de 1932 a 1933 e o segundo de 1949 a 1950; Heráclito de Alencastro Pereira da Graça, icoense 2º ocupante da Cadeira Nº 30 e por fim o ubajarense Raimundo Magalhães Junior que foi o 5º ocupante da Cadeira Nº 34. Sendo este Ceará de homens pródigos, probos, inteligentes não poderia deixar nossa terra de também formalizar a contribuição com a cultura de nosso estado. E eis que em janeiro de 2006 surge a Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes idealizada por seus fundadores e capitaneada pelo ipuense de coração e abnegado Manuel Evander Uchoa Lopes. Nossa Academia traz um diferencial. Por surgir em uma comunidade com poucos mil habitantes não seria prudente funda-la somente como Academia de Letras, assim foi conveniente juntar-se as Letras a Ciência e as Artes, notadamente por ser Ipu berço de tantos filhos artistas em suas mais variadas expressões, sejam na música ou nas artes plásticas. Aqui cabe uma menção honrosa a minha saudosa Profa. Walderez Soares que além de possuidora do dom do magistério foi artista plena em várias expressões das artes em muitas delas até mesmo autodidata o que acentua ainda mais o seu valor expressivo em nossa comunidade. Na área da literatura o Ipu também se destaca no cenário estadual. No pertinente a hemerografia merece destaque o ipuense Tibúrcio Rodrigues, nascido em 1869 e que segundo Geraldo Nobre, do Instituto Histórico e Geográfico do Ceará, “Tibúrcio é considerado um dos jornalistas mais destemidos que este Estado já conheceu, tendo adquirido notoriedade nos primeiros anos após a Proclamação da República”, NOBRE (1975). Em nossa cidade já aprece jornal regular na década de 1890 a 1899, seguindo-se com jornais também na primeira década do século XX, no decênio de 1910 a 1919 surge a Gazeta do Ipu que superou as primeiras dificuldades e perdurou por mais tempo que os demais jornais do interior do Ceará. Dirigida e redigida por Leonardo Mota apareceu em Ipu a excelente “Gazeta do Sertão”, que circulou até novembro de 1913. Nesta década atua um ipuense de rara inteligência e que por muito tempo contribuiu para o engrandecimento do nome de nossa terra, refiro-me a Abílio Martins que conta com registro justo na História do Jornalismo Cearense. O Ipu continua contribuindo para o movimento editorial cearense também na década de 1930 a 1939 bem como nas seguintes. Aqui não poderia deixar de fazer uma referência a Antônio Solon de Farias e Silva, jornalista, membro da Associação Cearense de Imprensa e que durante três décadas colaborou com jornais da região, especialmente o Correio da Semana, de Sobral. Este ano, quando se comemora o centenário de nascimento deste ipuense de coração, estamos com um livro no prelo, onde resgatamos além da genealogia dos fundadores da fazenda Ipu, a atuação profissional de Antônio Solon em nossa terra, considerando-se que durante cinco décadas contribuiu para o crescimento da história privada na área da saúde em Ipu, assim como com a educação de gerações de jovens além de ter atuado participativamente nos movimentos culturais de nossa cidade. Para citar dois ipuenses que tem contribuído para engrandecer o nome de nossa terra na área das Letras lembramos ainda José Osvaldo Araújo que entrou para a história recente do jornalismo cearense, com a “Bibliografia de Hemerografias do Ceará”. Nas letras destaca-se Milton Dias, membro que foi da Academia Cearense de Letras, contista de alçada deixando grande obra para a literatura cearense. Senhoras e Senhores, A tarefa cultural de uma Academia suplanta o simples fazer cultural e busca um ordenamento deste labor. A sociedade coloca estes movimentos muitas vezes como movimentos elitistas e na verdade a própria sociedade constituída os criou. Contudo não fossem estes movimentos muito se tinha perdido considerando-se que vivemos em uma cidade sem memória, em um estado esquecido em um país que não guarda sua história. O fato de movimentos desta natureza ser considerado elitista não anula ou invalida os demais, afinal somos fruto de uma colonização que teve seus profundos traços marcados por valores e fazeres próprios e se não podemos descartar estes traços podemos transformá-los paulatinamente pois a sociedade em sua dinamicidade vai produzindo sua própria cultura. Aqui estamos para contribuirmos para o engrandecimento de nossa terra naquilo que cada um de nós sabe e é capaz de fazer. Ao longo de minha vida profissional, como professor de Turismo venho divulgando em sala de aula, buscando formar uma consciência um lugar que tem condições de se consolidar como destino turístico. Todos os meus alunos de turismo ao longo de vinte anos sabem onde nasci, de vez que orgulhosamente divulgo minha cidade por ser detentora de grande potencial turístico. Como membro do Conselho Estadual do Turismo, o maior colegiado da área em nosso estado colegiado este criado pela Secretaria do Turismo do Estado do Ceará venho solicitando constantemente ações de melhorias para nossa cidade. Muito do que aqui chegou como programa de conscientização participei de seu planejamento. É bem verdade que para ajudarmos não necessariamente precisamos estar em movimentos organizados, mas quando estamos instituídos e engajados em qualquer movimento organizado nossas vozes ecoam mais forte e assim podemos mais. Desta sorte tenho certeza que a Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes produzirá muito em favor de nossa terra o que ecoará tempos afora. É necessário, pois, a organização e a participação de toda a sociedade. Felicito, mais uma vez os ipuenses idealizadores desta grande idéia. É hora também de agradecermos aos confrades que escolheram nossos nomes para compor este sodalício e assim o faço em nome dos neo-acadêmicos Aldânia Maria Lima Soares Matos; Antônio Iremar Miranda Bastos; Antônio Vitorino Farias Filho; Francisco Petrônio Peres Lima; Jorge Luis Ferreira Lima; José Júlio Martins Torres; Maria de Jesus Lima; Maria de Lourdes Dias Leite Barbosa; Maria Eunice Martins Melo Aragão; Maria Vanda Torquato Scorsafava e Reginaldo Alves Araújo. É nosso dever a partir de hoje honrar o nome da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes. Nossa missão doravante será contribuir, cada um em sua área para elevar a cultura de nossa comunidade em nosso tempo. Por fim, cabe aqui uma menção ao Patrono da Cadeira que passo a ocupar. Trata-se do ipuense Cônego Francisco José Aragão e Silva. Em tempos onde os valores espirituais são por demais escassos o colegiado foi feliz na escolha deste Patrono. Embora contemporâneo há a necessidade de investigação para compor-se uma biografia detalhada do Patrono, considerando sua vida religiosa duradoura. Já se encontra iniciada uma pesquisa na Arquidiocese de Sobral para o levantamento comprovado de todos os dados eclesiásticos deste agraciado. Em matéria de contribuição literária pretendo resgatar suas homilias, pois estas são peças que povoam lições e ensinamentos para as comunidades e por elas poderemos captar mais detalhes da personalidade do escritor. Também em fase de conclusão já foi realizada pesquisa iconográfica da vida deste sacerdote e brevemente será entregue a esta Academia. Senhor Presidente, Meus Professores Francisco Melo e Natália Viana, em nome de quem saúdo todos os Senhores Acadêmicos, Resta-nos cumprimentá-lo e desejar sucesso nesta empreitada que agora também é nossa. Parafraseando o grande Gustavo Barroso terminamos nossa preleção dizendo: “O Ceará, muito especialmente Ipu, foi e continua a ser o meu mundo. E continuará sempre, estou certo. Não um mundo que eu comando, mas meu mundo que me comanda através do tempo e do espaço, onde quer que eu vá seja qual for a época.” Obrigado José Solon Sales e Silva Referência 1) NOBRE, Geraldo. História do Jornalismo Cearense. Fortaleza: Ioce, 1975.

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