personagem (a personagem ou o personagem?)

Segundo Napoleão Mendes de Almeida, a melhor construção é no feminino, concordando com a palavra personagem, tais como outras femininas com o mesmo sufixo como aragem, paisagem, viagem, etc.. Há autores, no entanto, que admitem o masculino, quando se quer definir a cada uma das pessoas que figuram numa peça teatral ou em uma narração, sem lhe concretizar o sexo. É, portanto, substantivo de dois gêneros. Ex.:

 

1) A criança é um dos personagens mais puros da peça. (Imagina-se uma criança masculina).

2) A criança é uma das personagens mais puras da peça.

3) A personagem do filme é a mais doce das mulheres.

4) “Suas personagens começavam a se definir nos diálogos, nos gestos.” (Érico Veríssimo. Olhai os Lírios do Campo).

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