Poesias

Maria Vanda Torquato Scorsafava

(Ao meu irmão: Dr. Evangelista)

 

Benditas as mãos, divinamente puras,

Que trazem consolo à dor do paciente.

Mãos tão puras como a água da nascente

Que vão suavizando, sempre, a dor pungente.

Benditas estas mãos que foram feitas

Para transformar a morte em vida plena

Povoando de esperança a pobre gente.

Lutando, sem temer, a duras penas.

É viajante maternal do tempo.

Nas noites mal-dormidas ou madrugadas,

Leva sempre a cura ao estado pleno.

Afasta dos corações dores e mágoas.

Amar, amar este ou aquele, a nós.

Sem troca ou louvor ou sentimentos...

E vai na caminhada persistente, sempre

Transformando a vida em oração.

 

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