Poesias

Maria Luisa Mourão

 

Homenageando Comunidades do Rio de Janeiro, quando visitei a Cidade Maravilhosa

* * * * * *

 

Do alto da montanha  se ostenta,

De um povo, a marca de uma vida,

Que na verdade em nada lhe contenta,

O vil poder que a muitos intimida.

 

Vejo a favela assim imperiosa,

Onde esconde sutil a incerteza,

De uma vivência às vezes duvidosa,

Que do morro faz parte da beleza.

 

Mas naquela hipotética comunidade,

Existem os sonhos e as decepções,

Que se misturam a cada realidade,

Mesclando de anseios as emoções.

 

Ali surgem  incógnitas impetuosas,

Onde a vida arquitetada na carência,

Entrega-se confusa às teias laboriosas,

Do escárnio prepotente da violência.

 

E no compasso da eterna esperança,

A comunidade no seu pensar latente,

Deseja ter um viver de bonança 

Onde a paz ilumine cada vivente.

 

Moradores da Rocinha, Sereno ou Fé,

Quitungo ou Complexo do Alemão,

Corôa , Caixa D'água ou Guaporé!...

Guardarei esta imagem no coração.

 

03/02/2008

 

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