Poesias

Paulo Ronalth Peres Melo

 

Pedi ao Mucuripe, o farol

Não deixasse afundar navio

Na noite, no dia ou no frio

Que fosse luz no arrebol.

Pedi um pouco mais:

Pedi que iluminasse o ar

Pedi foram os seus sinais

Ao vento qu`irá chegar.

Para ao abrigo do cais,

Navio encontrar um lugar.

É o segundo farol,

Aviso à navegação.

No ponto onde nasce o Sol,

Não me deu resposta não.

Mas a o navio ancorou,

Como sinal de confi ança,

Por entre os morros na barra,

Falou-me, sem me dizer nada:

Que devo ter esperança!

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