Poesias

Adriano Augusto da Costa Filho - Acadêmico Correspondente n° 47 (São Paulo)

 

A solidão é um mal da humanidade,

Que para o coração é uma maldade.

O peito é invadido pela saudade

Como quando o Sol envia claridade!

 

A lembrança eterna dos olhos tentadores,

De uma época da juventude e seus amores.

Trazendo a ilusão da ingrata bela

Pensando sempre estar nos braços dela!

 

É como olhar um animal feio,

E ficar o coração de angústia cheio.

Como pensar o tempo que nada resta

Mas, em lágrimas pensar na paixão funesta!

 

Na réstia de esperança o coração consente,

Só na lembrança desse amor ausente.

Só resta a solidão estar presente

E a morte eterna ficar eminente!

 

São ânsias terríveis e enormes lamentos,

A imagem saudosa, de lindas lembranças.

No momento amargas das boas andanças

Mas de enlevos nesses lindos momentos!

 

            Nesses instantes de enorme solidão

            Que revive o nosso pobre coração.

            Por ela marcado com bens sagrados

            A solidão invade os sonhos gerados!

 

Mas, o frágil coração que esse tempo adora,

Rememorar também em qualquer hora,

E essas lembranças na solidão moram

E nossos olhos de lágrimas choram!!!

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