Poesias

Maria Vanda Torquato Scorsafava

 

Do jeito que as coisas acontecem

Até parece que tudo é lamento

Pessoas perdem o brilho

Viram vultos sombrios

Sigo entre elas apressadas

Em passos indo e vindo

Constante topessar do dia, sem hora para

Acabar

O amor morreu nos corações

Mas permanece no talão de cheque

No cartão de crédito

Nas vitrines,nos acessórios

Recuso-me a aceitar

O olhar sombrio e assustado

Das pessoas de faces endurecidas

Neste mundo profundo

Nestes dias de dezembro

No meio da tarde sem vento 

Quero ouvir MY WAY

Me acalmo nos dias e

Nos passos que hei de dar

Pelas águas profundas da amizade

O tempo não findará,o que trago

No peito

O verso da minha boca.

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