Poesias

Francisco de Assis Martins

 

 Eu amo a Noite solitária e muda,

De colares de estrelas adornadas,

Que... Morena brejeira... Desnuda-se

E mostra a pele nédia, requeimada...

 

Em vão, no leito da amplidão, deitada,

Namora o sábio vigile que estuda...

Só vibra o poeta, de alma apaixonada,

Que adora a Noite solitária e muda...

 

Qual um ciclope a olhar essas loucuras,

A Lua paira em vias – lácteas puras

Derramando esplendores, perdulária...

 

E ante a Noite em silêncio diluída,

Sonha perdidamente embevecida

Minha alma, também muda e solitária! ...

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