Poesias

Ana Magalhães Martins Melo  -  Patrona da Cadeira nº 10

 

Ipu querido,

Voltei para ver o teu progresso

E encontrei tudo mudado...

Que fizeram do coreto

Que enfeitava aquela praça?

Por que foi sacrificado?

 

A bela índia Iracema

Criação de Alencar,

Imponente  orgulhosa

Com sua graça selvagem

Tomou o seu lugar...

 

A secular igrejinha

Está de portas fechadas

E o sino emudeceu...

 

Não ecoa na cidade

Chamando com alegria

Para a missa domingueira

Agora tudo acabou...

Tombou sem vida

Só de tristeza

A velha mongubeira.

 

Só a bica não muda

Sua beleza é sem igual

Trazendo o Ipuçaba

Banhando o canavial.

 

Fui andando

Novas construções

Casas modernas

Fui encontrando...

 

Senti tristeza... saudade

Progresso malvado,

Por que mudaste tanto

Aquele Ipu feiticeiro

Que conheci no passado?

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