Poesias

Natália Maria Viana Soares Lopes

 Ó pequeno vagalume,

encanto da criançada,

que é feito de teu piscar,

de tua luz azulada?

Onde andas, vagalume,

sumiste de nossa vida,

fugiste de nossas noites,

das noites tranqüilas da infância,

 noites calmas sem luar...

que é feito de tua fosforescência,

de tua doce inocência?

como era bom te encontrar!

de leve, bem de mansinho,

entre as mãos te aprisionar;

ver de perto que  eras simples demais,

com a pureza das estrelas

e as asas do passarinho.

Volta ao sertão, às cidades,

traz-nos de volta a alegria...

eu quero ver-te de novo

a piscar, de quando em quando,

e desvendar teus mistérios,

embrenhar-me na saudade,

respirar a pureza da vida sem atropelos

despoluída e feliz,

eu quero sentir  de novo,

a vida sem violência,

sem bombas, robôs nem mísseis,

sem assaltantes armados,

nem revolta nas famílias.

Vagalume, vagalume,

volta ao sertão às cidades,

para as crianças de agora

conhecerem teu encanto

aprenderem o que é pureza,

alimentarem a esperança,

construindo um mundo novo,

tendo Deus no coração,

 e respeito à Natureza.

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