Poesias

Francisco de Assis Martins

Titular da Cadeira nº 15

 

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Certa vez estava às margens

do Riacho Ipuçaba.

Peguei um canivete,

e entalhei o nome de alguém,

no caule de uma mangueira,

despida de outono

“te amo”, hoje e sempre,

era janeiro do 69,

exatamente nove, dos dias,

do primeiro mês do ano.

O papel assinado estava,

e dava o direito

de posse

a um coração cheio de amor e paixão,

da benquerença,

do desejo,

e de todos sentimentos que existem

dentro do peito

e na cabeça de uma jovem,

que deixara de ser namorada,

para ser mulher.

 

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