Poesias

Maria Silonildes de Mesquita

Titular da Cadeira nº 38

 

UM CANTO DE NATAL!

Natal chegando e o coração do poeta se inquieta porque não vê a poesia da vida no dia-a-dia das pessoas

O que vemos é vida sem rumo corações vazios de bons sentimentos

Muita ganância e desamor

Até o vento geme e chora

Por perceber tanta secura nos corações

Ninguém segura a mão de ninguém

Cada um por si

Só se preocupam com a aparência física,

Roupas da última moda

Troca de presentes

Mas o coração está frio e congelado para o amor e a caridade

Aos mais necessitados

Estes valores estão em desuso ficaram para trás

Tudo vaidade das vaidades...

Shoppings lotados de pessoas vazias e solitárias

Procurando algo para comprar e seu vazio acabar

Cadê a poesia do Natal?

Não veem que o segredo está no amor, no abraço...

Sais à rua e busca teu irmão e entrega para ele roupa e pão

Sem nada pedir e sem nada perguntar

Vais aos hospitais e distribui palavras de conforto

Cantas uma canção

Que fale de restauração

E leve esperança aos corações

Somente acolhes

E volta para casa feliz

E verás o milagre do Natal!

A humanidade precisa de amor e acolhimento

Somente assim o Natal terá mais sentido.

Porque o próprio Natal entregou sua vida por nós!

 

Fortaleza,18/12/2019

 

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