Poesias

Dr. Abílio Martins

Patrono da Cadeira nº 12

(versos encaminhados pela acadêmica Natália Maria Viana Soares Lopes)

Música do Dr. Abílio Martins retratando a "briga" entre proprietários de terras às margens do Riacho  Ipuçaba.

 

ÁGUAS  DO  IPUÇABA

Nem mais vale discutir (bis)

Sobre as águas do riacho

Todos pegam, todos tomam (bis)

Uns em cima, outros embaixo

            ESTRIBILHO

            Tomai, tomai as águas, pessoal

Tapai em cima, protestai embaixo

Eu quero ver a briga colossal

De todos vós, senhores do riacho (bis)

No Gangão toma o João Bessa (bis)

Mais embaixo é o Marinho

Quando um abre, o outro fecha (bis)

Nem se importam com o Carrinho.

Mas Carrinho também toma (bis)

Vai tomando devagar

Manuel Victor, mais embaixo (bis)

Deu agora pra tomar.

Zé  Lourenço tomou sempre (bis)

Oh! Meu Deus! Oi que martírio!

Quando toma o Zé Lourenço (bis)

Quem se agasta é seu Porfírio.

Seu Porfírio também toma (bis)

Como sempre aconteceu

E tapado assim não gosta (bis)

De ficar o Doroteu.

Quando a água chega lá (bis)

Doroteu toma demais

Mais embaixo, meio zangado (bis)

Fica logo Seu Tomaz.

Lá então é tapação (bis)

Tapação irredutível

Seu Tomaz tem teoria (bis)

De elevar um tal de nível.

Mais embaixo um pouquinho (bis)

Seu Zezin toma demais

neste ponto ele combina (bis)

em pensar com Seu Tomaz.

Os Gonçalos também tomam (bis)

Tomam, tomam a granel

E só deixam um pouquinho (bis)

pra tomar Seu Coronel.

Os de baixo lá não tomam (bis)

Gritam logo a protestar

Só eu sei porque não tomam (bis)

Nem tem mais o que tomar.

Nem mais vale discutir (bis)

Sobre as águas do riacho

Todos pegam, todos tomam (bis)

Um em cima, outros embaixo.

 

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