Poesias

Paulo Rogério Aires Martins

Aadêmico corresondente (Mossoró - RN)

 

NATUREZA MORTA

Estavam lá

Colados ao corpo

De um ser humano.

Eram todos lindos,

Coloridos,

Porém sem vida.

Eram Joaninhas

Borboletas

Louva deuses e libélulas,

Bem-te-vis

Araras

Sabiás

Florestas e cascatas.

Era a natureza morta

Estampando a roupa

De alguém.

Era apenas a lembrança

Do que já foi um dia

O lindo planeta terra,

Que hoje maltratado

Pela ganância do capital,

Clama quase desmaiado

Num gesto de desequilíbrio,

Tremor e outras tempestades,

O seu pedido de socorro.

 

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