Poesias

Natália Maria Viana Soares Lopes

Titular da Cadeira nº 14

 

A DONA DAS BONECAS

Sentei-me à porta

De meus sonhos

E te vi, menina de tranças.

De tranças compridas,

Doiradas,

Nos ombros caídas

Com laços de fita.

Lembranças ingênuas

De uns olhos imensos,

Verdes e belos,

no rosto gracioso

A boca bonita...

Recordo saudosa

Seu jeito sereno

De menina-moça

No alvorecer da juventude.

Era a “dona das bonecas”.

Recordo e escuto

Sua voz aveludada e morna,

Branda e mágica

Lá no passado,

Como de longas terras...

Enche-me d’água os olhos

A saudade.

 

Mais artigos do Autor.