Poesias

José Maria Bonfim de Moraes

Cadeira nº 21

 

A MORTE DOS JANGADEIROS

A morte dos jangadeiros

O vento empurrou a noite em direção do mar

As escadas do céu ficaram vazias

E as caneletas abertas despejaram silêncios

Nos degraus do infinito

O mar oco zune e aflito grito de dor

O lago afaga a morte

A sepultura se desenha no coração do mar

E os jangadeiros não encontram o mar

Mas se sentaram placidamente nas escadas dos céus

Esperavam o último sopro de Deus.

Fortaleza, verão de 2012

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