Poesias

Titular da Cadeira Nº 15

 

Noite. Sombras escuras vão descendo
Como anjos maus de infernos negrejados
Um hálito de crimes e pecados
Murmura uma vozear que não entendo.
 
Meus olhos sonolentos e pesados
Dormem sonhando pavoroso e horrendo
Pesadelo que me deixa tremendo
Ante a visão dos avejões calados.
 
Silencio e escuridão. Como num lago
Mergulho nosso tremendal pressago
De trevas, de negror, de escuridades...
 
E ao pensar nas manhãs tão afastadas,
Sinto a saudade dessas alvoradas
E a nostalgia dessas claridades!
 

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