Poesias

Natália Maria Viana Soares Lopes

Titular da Cadeira número 14

 

O SINO DA IGREJINHA

 

Ouço ao longe,

das brumas do passado,

leves sons que ecoam

e vibram,

e soam...

e vão, suavemente,

enchendo a solidão...

É o toque de um sino,

brônzeo e forte,

belo e nostálgico

que vai de sul a norte,

em toda a imensidão.

Seis horas!

Toca o sino,

 e ecoa na montanha

o som vibrante.

É o sino da Igrejinha

lá da minha terra,

ao pé da serra!...

Pássaros voam,

de volta aos ninhos,

e lentos flocos brancos

de nuvens que se espargem,

e se esgarçam,

e  se desfazem

vão passeando

pelo azul infinito,

e a natureza inteira

envolta em doce prece,

suavemente embala a noite.

As criaturas ( a alma ajoelhada)

fazem o sinal da cruz...

Um rogo,

um lamento,

uma prece.

Seis horas!

Paz bendita!

A noite chega,

é  o dia que fenece.

 

Mais artigos do Autor.