Poesias

Paulo Rogério Aires Martins

Acadêmico correspondente

SONETO DA MOÇA DE PEDRA

 

Guardei-a ansioso

No meu coração adolescente

E no amor fantasioso

Aquele desejo irreverente.

 

Era a moça da janela.

Por que estaria ela

Encravada na pedra?

Seria uma flor da pedra?

 

Sua encantadora beleza

Continua mirando a mina

E a exuberante natureza.

 

Cresci e voltei ao pé da serra

Ela de cabelos altos e tiara

Espera vigilante seu amante tabajara.

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