Poesias

Antonio Carlos de Martins Melo

(Improviso, em 03 de novembro de 2003)

Ponte Seca dos idílios

pecaminosos , sem brios,

sob os dormentes dos trilhos

doces soluços e mios

 

Noites escuras sem lua,

sem claridade inimiga,

pouca conversa ou cantiga,

só minha imagem e a tua

 

Nada de luzes modernas

sem turbação de passantes

negro contorno de pernas

trabalho ardente de instantes

 

todos só cantam purezas

quero cantar os pecados

que ficarão registrados

pois têm também suas belezas

 

Depois se cala o que foi

depois vá tudo prá breca

depois que Deus me perdoe

as noites da Ponte Seca...

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