Poesias

Francisca Ferreira do Nascimento

Titular da Cadeira Nº 9 - Patrono: Moacir Alves Timbó

Todas as manhãs,

logo que o sol surgia,

lá  ia a velhinha

sentar  no banco.

Gente ia, gente voltava,

e  a velhinha a tudo apreciava.

Sentada no banco,

a  velhinha olhava tudo

apreciava  todos.

O leiteiro que passava,

O pipoqueiro que passava,

A lavadeira que passava,

O padeiro que passava.

 a velhinha  a todos cumprimentava:

- Bom dia! Bom dia! Bom dia!

- Deus abençoe seu dia!

E  todos respondiam:

- Amém minha vozinha!

A velhinha do banco

também  tricotava,

tricotava  mantinhas,

tricotava  sapatinhos,

tricotava enxoval

para presentear as crianças na Noite de Natal.

Aquela velhinha era muito bondosa,

era muito amorosa,

e quando jovem

com certeza parecia uma rosa,

pois seu rosto ainda tinha

a presença de uma grande beleza

que  expressou na juventude.

E todas as manhãs,

logo  que o sol surgia,

lá estava a velhinha

sentada  no banco

apreciando  tudo e a todos,

com seu sorriso de criança.

Todas as manhãs,

lá ia a velhinha

para o banco tricotar,

e apreciar o povo que

na praça ia passar.

Perto do meio dia,

a velhinha voltava do banco e tudo

voltava  para o lugar.

e quando amanhecia,

lá ia a velhinha

para o banco tricotar.

Seu  nome não sei,

pois nunca perguntei.

Só sei que a velhinha,

era uma viuvinha simpática

e amável que todos

as manhãs ia para o banco tricotar.

 

 

 

 

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