Crônicas

José Solon Sales e Silva

Titular da Cadeira nº 34

CEZARINA

            Lépida, fagueira, moça linda e viçosa. Andava faceira pelas ruas do Ipu, noroeste cearense. Terra fogosa, faceira, hospitaleira como Cezarina.

            Noites cálidas, luas acesas, frias e fagueiras. Pessoas dolosas, agradáveis, charmosas, faceiras. Cezarina orgulhosa, da terra que é sua, verde e valente, presente pra gente.

            Vila intrépida, cidade da gente. Leve como o vinho branco, ardente como a cana destilada, vibrante como toda gente, Cezarina.

            Mulher decidida, vidas vividas, saudáveis, passivas, elegantes, brilhantes. Cezarina, sal palpitante. Gosto do bom, vida excitante. Cezarina é vida abundante, boa, relevante. Meu lugar, meu torrão, minha terra natal, meu chão.

            Não é uma cunhã, são todas as cunhãs do meu coração. A cunhã fagueira, exuberante, amada, desejada. A cunhã das cunhãs. Da terra fogosa, da terra fagueira, da terra viçosa. Da terra. Da minha terra. Do Tzar da Rússia, da Cezarina, da minha terra.

Cocó, 05/07/2019

 

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