Crônicas

Abílio Lourenço Martins

Titular da Cadeira nº 12

 

AS MÁS COMPANHIAS

 

            No passado, era comum ouvirmos de nossos pais e mestres a censura de que deveríamos evitar as más companhias.

            Por más companhias entenda-se aquelas pessoas portadoras de algum vício, ideia ou ações contrárias à moral e aos bons costumes.

            Hoje, os conselhos paternos estão derrotados diante dos valores amorais de uma sociedade, cujos princípios, infelizmente, só se enxerga pelo retrovisor.

            Vencidos, portanto, os pais choram a saudade de um passado recente. E os filhos, “modernos”, seguem automaticamente para um caminho cinzento, onde as más companhias estão, à espreita, nas esquinas e bares perniciosos.

Quantos jovens sucumbiram ao destrutivo vício das drogas por influência de algum amigo pervertido! Quantos não trocaram um estilo de vida sóbrio e honesto por noitadas nocivas e por conquistas duvidosas! Quantos jovens, em plena juventude, sequiosos das falsas felicidades, caíram nos porões da ruína e desespero!

            Um adágio popular, sobejamente conhecido, reza: “Dize-me com quem andas e te direi quem és.” A experiência de vida mostra que semelhantes atraem semelhantes.

            Quase diariamente é comum assistirmos as lamentações de mães sofridas chorando ao lado de madeiras e flores a despedida de um filho. E dizem: se tivesse ouvido os meus conselhos, afastando-se das más companhias, não teria tido esse fim tão trágico.

            Em suma, as más companhias têm evidenciado, ao longo da história, sua influência venenosa naqueles que se deixam levar por suas palavras e atitudes.

Cumpre, pois, evitar aquelas amizades que pautam as suas condutas nos costumes antiéticos, destituídas da moralidade e dos bons costumes.

Abílio, 8 out 2018

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