Crônicas

Cadeira Nº 15

 

A Quadrilha veio para o Brasil junto com os Portugueses e incorporou-se ás nossas Festas Juninas nos séculos XVIII e XIX. Por ser grande a movimentação daquele momento folclórico passaram a imita-lo adaptando-se, e traduzindo para o Português os nomes de passos.

A estrutura da quadrilha Brasileira semelhante à Francesa nas invenções como o casamento matuto ou caipira, com os personagens padre, juiz, e pais dos noivos, são brejeirices nossas.

O costume de fazer fogueiras, adivinhações, vestir roupas matutas, e colorir o ambiente com bandeirinhas, permanecem vivas nos costumes do povo ipuense durante todo mês de junho.

Os pratos típicos são feitos á base de milho, porque esta é a época da colheita do cereal.

Servem como referencial para comemorar a data algumas lendas e mitos como; Santo Antonio, São João e São Pedro, sendo Santo Antonio “O Casamenteiro” Afinal são santos populares em todo Brasil.

Embora tenha mudado muito, através dos anos as festas juninas ainda são uma excelente ocasião para confraternização entre as pessoas, com as brincadeiras, e em volta das fogueiras podemos sacralizar grandes amizades, transformando ligações fraternas em compromissos de apadrinhamento, fazendo nascer os “compadres” e “afilhados de fogueira”. As adivinhações em torno da fogueira, a batata-doce, assada na cinza da fogueira, o aluá de milho, um copo com água e um ovo cru, era quebrado dentro, para que as casamenteiras vissem o seu pretendido, a faca na bananeira colocada à tardinha do dia da fogueira e retirada no dia seguinte pela manhã, naturalmente com o nome do eleito para o seu coração, tudo isso faz parte dos nossos costumes da nossa Cultura.

Queremos continuar preservando a nossa Cultura Popular pelo menos no mês de junho de nossas Santas e Bonitas Fogueiras.

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