Crônicas

Titular da Cadeira Nº 15

Terra de Iracema, cantada no Romance de José de Alencar, distinta filha de Araquém que percorreu as matas virgens do Ipu aos respingos da esvoaçante e pachorrenta Bica do Ipu.
Ipu do secular Tamarindeiro, da Rua da Goela a nossa primeira Rua onde começou a nossa história.
Ipu do Ipuçaba murmurante que fertilizava as nossas terras propiciando de forma abundante os nossos Canaviais.
Dos engenhos dos carros de bois numa expressão bucólica dos nossos primeiros habitantes do arraial que chamamos inicialmente de Papo seguindo-se da Rua da Goela dando na sua toponímia a formação de um pássaro. Aqui foi início de nossa economia dada a funcionalidade constante dos nossos engenhos na fabricação da rapadura e outros produtos similares. Foi incontestavelmente o início de tudo neste pedaço de chão onde hoje vivemos as suas memórias.
Ipu, de nossa Igrejinha anosa onde está contida a nossa Fé e o respeito aos nossos princípios de cristão que, segunda a Professora e Escritora Valdemira Coelho, “que ao badalar do sino da Igrejinha, despertava-nos na esperança e acordávamos na Fé”.
Ipu, do velho Quadro, das Escolas Reunidas, do Gabinete de Leitura, da Escola Normal Rural de Ipu. Ipu dos seus Casarões seculares, da impoluta figura do nosso saudoso Mons. Gonçalo Lima, Igrejinha de suas festas religiosas de São Sebastião na fé incontida de todos.
Ipu! Grei Tabajara, terra de todos nós.
Sejamos Ipuenses.
(Prof. Mello)

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