Crônicas

Titular da Cadeira nº 12

MISSA ENGRAÇADA!

Coube a mim e ao Marcos Braun, seminaristas da Escola Apostólica Nossa Senhora de Fátima, ajudar a missa do Padre Eduardo, no altar secundário da capela daquele seminário. Transcorria o ano de 1967.

Por ser a primeira missa em latim que o colega Braun ajudava como acólito, estava, notoriamente, nervosíssimo.

Não respondia nada, apenas bodejava. Só este fato já me causava imensa vontade de achar graça o que me era forçosamente contido em razão do respeito ao ambiente.

Entretanto, no momento mais solene da missa, estávamos de joelho quando o colega Braun solta um flato, digamos, um peido, nunca visto igual, tal a pressão e altura.

Não me contive. Qua qua qua... O riso aumentou quando vi o pobre colega flatulento de joelho, arrastando o seu sapato ao chão num disfarce sem sentido.

O Padre olha para o lado, querendo impor respeito. E eu naquela sofreguidão, querendo me conter sem sucesso.

Ao lado, no altar lateral, o Padre Mesquita celebrava a sua missa, sendo ajudado por outro colega. Este, também, às gargalhadas.

A Missa transcorria para a normalidade, quando, no Pai Nosso, o meu querido colega solta mais um flato, mas tão alto e forte que eu percebi as suas pernas balançarem. Não me controlava: qua qua qua..  Como o Braun não podia culpar o pobre sapato se dirige ao Padre Eduardo, semicurvado, com as mãos no estômago, os dentes superiores mordendo o lábio inferior diz: Padre eu tô com uma dor de barriga!

_ “Vai pru banheiro menino”. Diz o Padre.

O Braun se retira. Na sua ausência, eu procuro me conter, quando já no finalzinho da Missa lá vem o colega flatulento cumprir o restante da sua obrigação como acólito.

O Padre Eduardo ao ver a sua aproximação diz: Tu já voltou?

Aí foi qua qua qua até o final.

Com todo o respeito e que Deus me perdoe, mas pense numa Missa engraçada!

Fortaleza, fev 2017

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