Crônicas

Titular da Cadeira Nº 15 - Patrono: João Anastácio Martins

              João Cristóvão ou João da D. Águida como era conhecido, morou por muito tempo em Fortaleza na Rua São Paulo 1218, onde funcionava a “PENSÃO” de propriedade de sua mãe e que abrigava pessoas, estudantes, principalmente do Ipu.

             Por algum tempo ali fixei residência, quando dos meus primeiros anos de estudo em Fortaleza, ainda recruta quase não conhecia nada e para melhor me adaptar fui morar lá em companhia de muitos outros filhos de Ipu.

             João, além de funcionário do Excelsior Hotel, era alfaiate, costurando somente para homens.

           Certa noite ao chegar do Hotel por volta de 10h. João procurou logo se recolher, era o plantonista da porta, ou seja, quem abria e fechava a porta para nós estudantes ali residentes.

           Nesta noite quando chegamos da Central da RFFSA onde costumeiramente íamos esperar a chegada do Trem P6, vindo da zona Norte do Estado encontramos o nosso bom João dormindo de peito aberto, foi aí que o Gomes Farias que estava neste momento vindo da cozinha presenciou aquele momento de muito sono do João, e resolveu voltar ao local onde eram feitos os alimentos de D. Águida encontrou pendurada num prego da citada cozinha uma “fussura” ou “fissura”, e como a mesma ainda se encontrava fresca conseguiu molhar os dedos de sangue e passou no corpo de João que ao acordar e se dar conta daquele sangue em seu corpo faz um alarme dos mais incríveis correndo por todo interior da casa dizendo “Mamãe me acuda pelo amor de Deus que eu estou furado e não encontro o buraco”, quando D. Águida acorda e ver tudo aquilo diz: João isto é o sangue da “fissura”, já sei, é “safadeza” do Neném Pereira naquela época Gomes Farias era conhecido assim.

         Mas tudo acabou em paz dormimos naquela noite depois de muitas risadas e gargalhadas

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