Crônicas

Abilio Lourenço Martins

Titular da Cadeira nº 12

Em nome de Lucas e Caio, filhos da inesquecível Regina Elizabeth, a nossa Gininha, em nome da sua netinha Mayana, das suas noras, irmãos, sobrinhos e cunhadas, agradecemos de coração a solidariedade recebida dos familiares e amigos que compartilham conosco a dor intensa e dolorosa da perda tão inesperada da nossa querida irmã.

A tua vida, Gininha, sabemos todos, foi uma trajetória de luta e percalços superados pela garra pela determinação e pela tua alegria contagiante de viver. A felicidade, trazida à tiracolo, contaminava a todos. Ah! E os teus jargões por muito tempo ficarão marcados: arroxa!,  Não vou nem mentir!, Tá cadastrado, Deixe para lá e outros mais.

A tua estrada, minha irmã, embora curta, ficou sedimentada dos mais belos exemplos e por muito tempo ficará iluminando a vida de todos que aqui permanecem e que choram a tua partida.

Mas como suportar a voz que se calou prematuramente trazendo um terrível silêncio? E o que fazer para conter as lágrimas diante das fotografias de um passado que não retorna? Por que agora quando estavas no auge da felicidade?

 Ah, Gininha, Deixemos para lá, pois sabemos, nós, que a morte é o grande mistério da vida.  E, não bastasse essa bendita certeza, vem em nosso auxílio, nessas horas de saudade, as palavras confortadoras da Bíblia acerca do lar celestial.

Este momento de tristeza, minha irmã, onde parece não haver remédio para tanta dor, Deus, na sua infinita sabedoria, saberá compartilhar, no decorrer do tempo, com a saudade e a eterna lembrança.

Por fim, querida irmã, a convicção de que enquanto dezenas de familiares e amigos choram a despedida do teu corpo, lá, outras dezenas de familiares e amigos comemoram, felizes, a chegada do teu espírito.

Um beijo, minha irmã.

 

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