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Franz Liszt

 

Hungria, 22 out 1811

Alemanha, 31 jul 1886

Outras atividades: Pianista, regente e professor de piano

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Figura de proa do Romantismo, Liszt nasceu em ambiente musical.

Aos 6 anos de idade mostrou seus dotes musicais. Aos 9 anos fez a sua primeira apresentação pública. Seu pai reconhecendo o talento do filho encaminhou-o  para Viena para aprimorar e adquirir novos métodos pedagógicos de aprendizado. Frequentou aulas de Piano com o grande Carl Czerny, que fora aluno de Beethoven em sua juventude e, também, com Antônio Salieri, o grande rival de Mozart.

Aos 11 anos de idade, o jovem prodígio apresentou-se na capital austríaca, encantando a plateia. Allgemeine assim o descreveu:  “Um pequeno Hércules, caído das nuvens”.

Numa das suas apresentações Beethoven chegou a dar-lhe um beijo após se agradar com uma de suas performances

Ambicioso, seu pai planejou a conquista de Paris, para onde se transferiu em 1823. A partir de então  começou a ganhar fama com suas interpretações. Apresentava-se para reis e membros da corte e fez amizade com músicos como Chopin e Berlioz. Com este desenvolveu uma longa e sincera amizade; com Chopin a amizade era complexa, mesclada de admiração mútua, inveja e competição.

No ano de 1834, Liszt acabou se envolvendo com a condessa Marie d’Agoult, 16 anos mais velha, casada e mãe de dois filhos. O pianista e a aristocrata logo começariam um relacionamento amoroso que duraria 12 anos, e teria como frutos três filhos.

Durante esse tempo Franz Liszt continuou se apresentando e viajando. Ele voltou a sua terra natal, participou de inúmeros concertos e sua ausência acabou abalando a relação com Marie. O casal se separou em 1944 e desde então o compositor teve muitos casos o que lhe rendeu a fama de mulherengo.

Dotado de sonoridade avassaladora, técnica fenomenal e carisma gigantesco, Liszt resolveu ser o Paganini (violino) do piano. E acabou conseguindo. Tocando de cor e improvisando com facilidade, inventou o moderno recital de piano solo, e viajou pela Europa arrebatando os corações das damas e as mentes de todos.

Nos tempos de Mozar (1756 – 91) e Beethovem (1770 – 1827), ninguém sonhava em colocar um piano sozinho no palco. Os astros do teclado contratavam outros instrumentistas, cantores e arregimentavam orquestras para acompanhá-los.

Liszt deu origem à pratica do piano como protagonista do recital, sem ninguém para dividir as luzes da ribalta. Chegou a dizer em uma das cartas: “O concerto sou eu”.

Amigo de Liszt, o compositor e crítico musical Robert Schumann (1810 – 1856), afirmara: “Tem que ser escutado e também visto: Liszt não poderia de modo algum tocar desde os bastidores, pois dessa forma se perderia grande parte de sua poesia”.

Três anos depois ele foi convencido a se fixar em Weimar onde seria maestro e compositor. Apaixonou-se pela princesa Carolyne Sayn-Wittgensteis que era casada.  Lá ele permaneceu até 1860, quando foi demitido em razão desse caso amoroso.

Em 1861 seguiu para Roma, atrás da princesa Carolyne, que desde 1848 vinha tentando anular seu casamento com a intenção de desposar Liszt.

Em razão do indeferimento do Papa e para evitar o escândalo e o desgaste de um novo embate, ela desistiu definitivamente de se unir a Liszt.

O compositor seguiu um período de crise pessoal e criativa, e cada vez mais religioso optou por um retiro de dois anos no mosteiro dominicano, tornando-se amigo do Papa Pio IX, recebendo a tonsura em 1865, e o nome religioso de Abade Liszt.

Franz Liszt morreu na casa de Wagner (seu genro), em Bayreuth, Alemanha, dia 31 de julho de 1886. Deixou um acervo de mais de 400 obras e considerado o maior pianista do século 19.

Abilio, 16 set 2015

 

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