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Olívio Martins de Souza Torres

 

Assistir a noticiários de TV vêm sendo para mim um tormento quando vejo as cenas dos refugiados sírios viajando da Turquia até a Grécia em frágeis barcos infláveis, sem nenhuma segurança. São ainda explorados com exorbitantes preços cobrados pelos piratas do mar. Como da Grécia nada têm a esperar, dada a precária e vexatória situação econômica deste país, prosseguem viagem até a Macedônia, onde também são explorados, sem piedade, na compra de comida, água e transporte, e prosseguem viagem para a Hungria, tentando chegar a Alemanha que, para eles, é o porto seguro. O presidente da Hungria, cristão ortodoxo,  é contrário a recebê-los em função de serem eles muçulmanos. Angela Merkel e François Hollande são bem receptivos à causa desses miseráveis, mas o premiê britânico não quer recebê-los na Grã-Bretanha.

Diante deste drama hamletiano, fico pensando na responsabilidade dos que professam a fé cristã e me vem à mente a Parábola do Bom Samaritano.

O primeiro colapso da humanidade foi, sem dúvida, a primeira Guerra Mundial. Estamos assistindo, agora, ao segundo. O Brasil, ao receber os haitianos, está a dar um belo exemplo, de tolerância e de acolhimento, aos países ricos, todos eles seguidores do Cristianismo. Li, recentemente, uma biografia de Gandhi em que o autor dizia que Gandhi admirava muito a Cristo, mas não os cristãos, posto que pregam, mas não seguem as suas palavras e a sua doutrina. Aonde vai parar a humanidade?

Acredito que Deus ainda não destruiu a humanidade porque há ainda muita gente boa que, como Abraão, está fazendo barganha com Ele.

 

 

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