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José Airton Pereira Soares - Cadeira 40

 

Temas: ARTE, DINHEIRO, GOETHE, SONHO

Será a realidade mais nutritiva? Suponhamos que sim,

mas quem resistirá a um pomposo suflê de fantasia? Ninguém,

sobretudo nós, poetas que vivemos a ciscar emoções e arrebatamentos

nos milhares de palavras plásticas e sonoras da nossa

querida língua.

E os que se tacham de não sonhadores, supra-realistas,

como passam, como vivem? Pra responder não encontrei pessoa

melhor: Goethe, o grande poeta alemão.

“Fiquei muito impressionado ao descobrir como é formado

o público de uma grande cidade, ele vive num tumulto

para fazer dinheiro e em atividades dispersivas e o que chamamos

emoção nem pode ser expresso e comunicado. Todos os

prazeres, até mesmo o teatro, devem apenas distrair. Parece-me

ter notado aversão pelas produções poéticas. A poesia demanda

meditação, isola o homem contra a sua vontade, ela

brota vez e outra e no vasto mundo para não dizer o grande,

ela é tão incômoda como uma amante infiel”.

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