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Abilio Lourenço Martins

 

Franz Peter Schubert

Viena (Áustria), 31 jan 1797

Viena, 19 nov 1828

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Nascido numa família musical, Schubert mostrou um talento precoce para o violino e o piano.

Com 6 anos, em 1803, o pequeno Schubert iniciou seus estudos de piano com o professor Michael Holzer. Entretanto, com poucas aulas ministradas o professor comunicou com assombro ao pai que já nada poderia ensinar ao menino que ele não soubesse.

(A precocidade de Schubert é comparável à de Mozart, Beethoven e Haydn).

Aos 7 anos foi indicado para integrar o coro da capela da corte regido por  Antonio Sallieri (*)  (1750 – 1825)

Passou a estudar e a escrever as suas primeiras composições sob uma forte  influência do compositor Beethoven. Esta influência foi determinante e explícita, especialmente nas obras instrumentais. Em 1822, na dedicatória do seu “Opus 10” para piano, o próprio Schubert admitiu: “Para Ludiwig van Beethoven, por seu adorador e admirador”.

É possível notar que, provavelmente, entre os compositores da época, apenas Schubert havia sido capaz de entender verdadeiramente o artesanato e as concepções musicais de Beethoven.

Amparado por uma rara e precocemente sólida formação musical, Franz Schubert passaria imerso no exercício da composição produzindo um volume sem precedentes de obras musicais.

Se Beethovem produziu, em 57 anos de vida, cerca de 85 canções, Schubert compôs, em 31 anos, mais de 600.

Certa vez, ao se referir ao jovem austríaco, Beethoven teria dito: “Certamente, em Schubert mora a centelha divina”.

Comentou-se muito sobre os amores de Schubert, mas na verdade o que se sabe é que apenas existiram. Continuou solitário até o final da vida.

Quando seu estado de saúde declinou, no final de 1828, ainda havia muito que criar, um vazio para preencher, um mundo de obras para explorar.

Em 10 de novembro de 1828 foi diagnosticada a febre tifoide. Vários médicos foram chamados, e um deles, especialista em doenças venéreas, confirmou que seu enfraquecimento se devia a uma velha lesão sifílítica que a tifoide desencadeara.

Em 19 de novembro de 1928, aos 31 anos, adormeceu.

No epitáfio de seu túmulo lê-se: “A música enterrou aqui um rico tesouro, mas também esperanças ainda mais belas. Aqui jaz Franz Peter Schubert”

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(*) Antonio Sallieri: Professor de música e tinha em Mozart o seu grande rival. Alguns o acusam da morte precoce de Wolfgang Amadeus Mozart.

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