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Abílio Lourenço Martins

Titular da Cadeira nº 12

Labaredas do descaso

O incêndio ocorrido no Museu Nacional, neste dia 2 de setembro de 2018, retrata inequivocamente a fragilidade do Estado e a sua incompetência.

Essa tragédia, e dezenas de outras, comprovam que o governo tem que se ater, especificamente, a educação, segurança e saúde.

Está evidenciado que o governo não tem estrutura administrativa, com toda essa farra de ministérios, gerir as estradas, petróleo, energia, portos, transporte público, aeroportos, bancos, telefonia, museus, estádios, parques e outras dezenas de setores. Não. Não tem capacidade administrativa, embora respeite aqueles que defendem a estatização da economia.

É imperioso diminuir a máquina corrupta do governo, enxugá-la e entregá-la à iniciativa privada. Esvaziar a sua competência e atentar-se, especificamente, às atividades básicas que a população, tão carente, necessita. Não se compreende um Estado tão grande, corrupto e ineficiente, centralizar as nossas riquezas e empresas.

Tenho absoluta convicção de que o Museu Nacional, se estivesse sob a gestão de uma fundação, estaria de pé, limpo, lindo, com as portas abertas aos visitantes.

Muitas lágrimas já derramamos, outras virão se continuar assim, como estar.

Temos que provocar a mudança deste país, objetivando a sua modernidade, sustentabilidade e, principalmente, uma melhor qualidade de vida.

É possível, sim, a partir do nosso grito e do voto consciente.

 

Abílio Martins, 3 set 2018

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