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Mãe Ruiva

Artigo extraído do livro "Os Ipuenses". Autores: Francisco de Assis Mello  e  Jerônimo Sá Júnior

Mãe Ruiva (das crianças), Comadre Ruiva (dos pais e avós) ou dona Maria Ruiva (das demais pessoas). Nasceu na fazenda Boa Esperança, deste município, em 1863. Diz-se que muito cedo se afeiçoou a todos os labores do sertão, inclusive ao de “pegar menino”. Já madura, veio residir em Ipu, trazendo a tiracolo uma filha de criação, Maria como ela, moçoila de sua época. Conseguiu comprar uma casinha na Rua da Itália, nas proximidades do contemporâneo Hotel da Maroca, onde se instalaram as duas. A moça Maria casou-se mais tarde com um rapaz de nome João, que tinha o apelido de “Grau 10”. Não sabemos o destino do então jovem casal.

Mãe ruiva “pegava menino” (fazia parto), de dia ou à noite, a qualquer hora, pois era boa na arte. As primeiras contrações, bastava mandar chama-la e reservar um bom Quinado “O Imperial”. Com a chegada do Médico Costa Araújo, a parteira progrediu, pois aprendera muito com ele das dificuldades do ofício.

Era irreverente, proferia palavrões a torto e a direito, em tom de brincadeira com seus “filhos”, sendo muito estimada e bem recebida por todos os lares de Ipu e das cidades vizinhas.

Seu falecimento ocorreu nesta cidade de Ipu no dia 5 de maio de 1959, quando ela contava 96 ano e idade.

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