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Abílio Lourenço Martins

Titular da Cadeira nº 12

Digno de Reflexão

 

                        Foi num exaustivo dia do mês de setembro de 1991, quando dirigia de casa para o trabalho.  Encontrava-me cansado e preocupado com as obrigações que me esperavam tanto no Departamento de Polícia Federal, quanto na ANSEF, associação de classe que eu presidia.

                         Por um instante fechei o rádio, concentrei-me e pedi fervorosamente a Deus, tranquilidade, paciência e sabedoria para resolver os problemas que me aguardavam. Foi a minha única e curta prece dita com muito fervor.

                        Às 14h, estou eu no Departamento de Polícia Federal, à frente da Seção de Execução Orçamentária e Financeira, enfrentando e solucionando problemas.

                        No envolvimento do trabalho, às 15h, aproximadamente, toca o telefone inconvenientemente. Era o Adalberto. Pessoa que conheci durante um seminário do Shalom e que foi, naquele período, o nosso coordenador.

                        Durante o curto espaço de tempo que nos conhecemos, percebi naquele rapaz um profundo sentimento religioso. Ao atender o telefone disse-me as seguintes palavras: “Abílio, telefonei só para lhe desejar uma boa tarde e que Deus te abençoe. Ele está ao seu lado”.

                        Tentei um diálogo, mas ele, talvez apressado, assim como eu, desligou.

                        Sem entender exatamente o porquê daquela ligação, num horário inoportuno, continuei a minha rotina de trabalho. Somente às 17h30min, ao lado de alguns colegas que costumeiramente encerravam o expediente na minha sala, lembrei-me, emocionado, daquela ligação.

Foi uma tarde, sem dúvida, atarefada, mas abençoada.

 

Abílio, setembro de 1991. 

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