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Cadeira n° 16

HISTÓRICO

Nasceu a 25 de março de 1876, na cidade de Ipu-CE, filha de Raimundo Rodrigues Magalhães e Isabel de Souza Magalhães. De tradicional família ipuense, sendo neta do Cel. Félix José de Souza, Ernestina e suas quatro irmãs eram inteligentes, habilidosas, autodidatas, tendo cursado, apenas, até a 3ª série primária, com a professora Dona Maria Jerônimo, na Casa d’Aula, atual Escola Estadual Auton Aragão . Dedicavam-se à música, à leitura, ao teatro, às prendas domésticas, conhecidas como “As Magalhães”, pelos seus dotes culinários, artesanais e artísticos. Fizeram parte do Coral que celebrou a missa solene da Libertação dos escravos, no dia 13 de maio de 1888.

 Ernestina Magalhães era muito religiosa, dedicava-se à decoração dos altares da Igrejinha de Nossa Senhora do Desterro, no Quadro da Igrejinha, onde sempre residiu; nas procissões dos Passos, na Semana Santa, preparava o andor do Bom Jesus dos Passos.

Ernestina desenvolveu talentos como florista e teatróloga, em contato com grandes mestres, como Dr. Apolônio, Thomaz de Aquino Corrêa, Abílio Martins, a professora Maria Jerônimo e Carmélia Passos. Deu continuidade a esse trabalho; selecionava as peças teatrais, o elenco, ensaiava, dirigia as peças, preparava cenários e figurinos, adereços, usando os mais simples e diversos materiais, de forma artesanal. Muitas foram as peças encenadas, dirigidas por Ernestina Magalhães: “Santa Isabel da Hungria”, “A Cruz de Madeira”, “Toutinegra do Moinho”, “Casal e Meio” e outras. Através de sua arte descobriu grandes valores artísticos, como Valderez Soares, Gerardo Aires, Alberto Aragão Soares, Wilson Lopes, Candinha Araújo Corrêa, Francisco Lisboa Lima, Natália Viana e outros. Até os últimos anos de sua vida continuava a orientar a quem a procurava. Mereceu a homenagem do teatro ipuense que passou a se chamar  “Teatro Ernestina Magalhães”, pelo muito que realizou nas artes cênicas e na cultura ipuense.

Faleceu no dia 03 de outubro de 1962. ( A confirmar)

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