Acadêmicos

Cadeira Nº 18

Patrono

José Itamar Mourão

Acadêmico

João Pereira Mourão
Posse:   14 Jan 2006
DN: 27 ago

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MEMBRO

- Associação dos Filhos e Amigos do Ipu (AFAI),
- Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes (AILCA) - ocupando a Cadeira 18, do Patrono José Itamar Mourão -,
- Associação Cearense de Imprensa (ACI)
- Associação Cearense de Jornalista do Interior (ACEJI)
- Associação Cearense dos Escritores (ACE)
- Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci)
- Conselho Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI)
- Inatividade remunerada da Força Aérea Brasileira (FAB).
 
 
Nome social: João Pereira Mourão
Nome profissional: jpMourão
Nome de guerra: Mourão
Filiação: Francisco da Silva Mourão (Chico Mourão) e Maria do Carmo Pereira Mourão (dona Mimosa), falecidos.
Estado civil: divorciado e viúvo.
Filhos (as): seis, da primeira mulher: Eugênio Pacelli (falecido), Ernesto Paschem, Érica Patrícia, Élida Pricila, José Gastão e Mourão Filho. Da segunda, uma: Angícia.

Nasceu a 27 de agosto de 1935, município de Ipu, Ceará, como primeiro de 10 irmãos – Quitéria (falecida), Antônio (Valmir - falecido), Manoel (falecido), Manoel (Almir), Raimundo, Francisco das Chagas (falecido), Valdemir, Kelma, Sandra e Assunção. Irmãs não biológicas: Antônia (Toinha - falecida), Maria de Fátima e Diana.

Fez o curso primário na então Escolas Reunidas de Ipu, onde hoje funciona a Escola Auton Aragão, no quadro da igrejinha. O 1º ano ginasial no Colégio Ipuense e depois no Colégio 7 de Setembro, em Fortaleza, em 1953. O então Ginasial e Cientifico no Colégio Estadual Liceu do Ceará, através dos artigos 91 e 99, nos anos de 1969 a 1973.     

O MILITAR 

Aos 10 de agosto de 1954, ingressou na Força Aérea Brasileira - Ministério da Aeronáutica - através da Base Aérea de Fortaleza, seguindo de imediato para o Centro de Instrução Militar de Natal (CIM), sediado na cidade de Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Concluída a instrução militar, voltou para Fortaleza e poucos meses depois seguio para o Parque de Aeronáutica do Recife, para fazer o Curso de Formação de Cabo, na especialidade de Sistema Elétrico de Aeronave, voltando em seguida para o 1º Esquadrão do 4º Grupo de Aviação (1º/4º G. Av.), sediado em Fortaleza, CE, onde trabalhou e fez cursos das aeronaves bombardeio B-25 e caça F-47. Como sargento concursado e servindo no Esquadrão de Suprimento e Manutenção (ESM) da Base Aérea, os cursos das aeronaves F-80, T-33 e AT-26 Xavante.

Com 19 anos de serviço ativo, em 1973 foi transferido do ESM para o Esquadrão de Comando (EC), também da Base Aérea de Fortaleza, onde, por motivo das suas atividades jornalísticas, paralelas à militar, prestou serviços na Seção de Relações Públicas durante 11 anos, editando o boletim diário “Base Aérea Notícias”, distribuído com o público interno e com a imprensa local: jornais, rádios e televisões. No final de 1983, como suboficial, foi transferido para a reserva remunerada da Força Aérea Brasileira, situação em que se encontra até hoje.

Durante os 30 anos de atividade militar, foi laureado com as medalhas “Militar de Bronze”, ”Militar de Prata” (respectivamente, de 10 e 20 anos de serviços prestados nas condições exigidas); “Mérito Santos Dumont”, pelos relevantes serviços prestados à Força Aérea Brasileira (FAB); “Amigo da Marinha”, pelos serviços prestados à Marinha de Guerra do Brasil; “Diploma de Amigo do 23º Batalhão de Caçadores”, do Exército Brasileiro; medalhões “Centenário de Falecimento de Duque de Caxias, Patrono do Exército” e “Marechal do Ar Eduardo Gomes, Patrono do CAN”; placa “Homenagem da Polícia Militar do Ceará ao jornalista jpMourão”, além de mais de 30 elogios, publicados nos Boletins das Unidades em que serviu e constantes nos seus assentamentos militares, entre os quais, destacam-se:

a) Pelo comandante da Base Aérea de Fortaleza, a 09 de outubro de 1961: “É com satisfação que cumpro o dever de elogiá-lo, pois, ao lado deste Comando, durante a situação especial em que viveu a Unidade (período de 25 Ago a 06 Set 61), regime de prontidão, deu uma demonstração de conduta exemplar, elevado espírito militar e noção de responsabilidade, possibilitando assim, fosse levado a bom termo a missão que lhe cabia. Teve este Comando a felicidade de conhecer mais de perto esse leal e abnegado companheiro, constituindo natural orgulho e admirável espírito de sacrifício.”

b) Pelo comandante da Base Aérea de Fortaleza, a 31 de agosto de 1962: “ Elogio-o pela colaboração inestimável que soube emprestar ao meu Comando, possibilitando levarmos a bom termo nossa tarefa, malgrado todas as dificuldades materiais interpostas. Como numa só equipe, soube conjurar todos os seus esforços visando o nosso precípuo objetivo – Formar pilotos de caça para a Força Aérea Brasileira. Elogio-o ainda, pela acentuada consciência que possui dos seus deveres e elevado devotamento a sua Unidade, qualidades que se evidenciam na labuta diária e dão com resultado um aproveitamento grandioso no trabalho.”

c) Pelo comandante do 1º/4º Grupo de Aviação, a 21 de janeiro de 1964: “A Operação Natal trouxe para o 1º/4º G. Av., um ano de instrução cercado de dificuldades que só foram vencidas com profunda dedicação e aplicação de toda a Unidade, sem o que a missão do Esquadrão não teria sido cumprida. Entretanto cumpre a este Comando consiguina-lo especial louvor por haver demonstrado, de maneira excepcional, elevados dotes de espírito de corpo, capacidade de trabalho e espírito de sacrifício durante o exercício das tarefas que lhe coube.”

d) A 13 de agosto de 1965, foi elogiado individualmente pelo Exmo. Sr. Ministro da Aeronáutica, com relação a eficiência demonstrada nas demonstrações aéreas de 22 Abr 65, a que participou o 1º/4º G. Av., assim se expressou o Ministro: “A Aviação de Caça pela mostra que deu está a altura da sua missão e de suas responsabilidades com a Segurança Nacional. Continuam assim, a dignificar as tradições militares do Brasil e, em particular, o feito da mais nova das suas armas, impondo-se, por isso, ao apreço e ao respeito de toda a classe... O extraordinário exemplo de capacidade que se observou, mostra que todo o pessoal de terra e ar, tem sabido cumprir com o dever. Justo é que os elementos de escol desta já famosa Unidade Aérea – Escola de Formação de Pilosos de Caça, sejam citados nominalmente pela excelência de sua conduta e admirável dedicação aos serviços da FAB, e que permitiu a Unidade adquirir elevado padrão de eficiência administrativa-operacional.”

e) Pelo comandante do 1º/4º Grupo de Aviação, a 23 de fevereiro de 1970: Elogio-o individualmente por ter sempre sobressaído no conjunto, no dia a dia da vida da Unidade. Este foi sem dúvida o motor mais rijo e eficiente que impulsionou para a frente com força contínua, leal, tenaz e  honesta, toda a máquina organizacional.”

f) Pelo comandante da Base Aérea de Fortaleza, a 30 de junho de 1977: “Ao deixar o Comando desta Base, o elogio pela valiosa colaboração prestada junto à Seção de Relações Públicas. Dotado de invulgar capacidade de trabalho, foi colaborador assíduo na consecução dos objetivos necessários à divulgação no meio civil dos assuntos que dizem respeito à nossa Base. O meu muito obrigado ao sargento Mourão pela colaboração prestada ao meu Comando.”

g) Elogio do comandante do Esquadro de Comando da Base Aérea de Fortaleza, a 31 de outubro de 1983: “Cumpro o grato dever de o elogiar, por ocasião de sua transferência para a reserva remunerada. Sob a minha chefia, foi um auxiliar incansável no cumprimento de suas obrigações. Destacou-se pela sua disciplina, pontualidade, dedicação ao trabalho e trato social. Militar inteligente, dotado de exemplar cultura profissional, entusiasmado e discreto, sempre soube cumprir as tarefas que lhe foram atribuídas, demonstrando de maneira inequívoca bons exemplos que devem ser aquilatados por seus pares. Tenho o prazer de agradecê-lo pelos relevantes serviços prestados, desejando-lhe muitas felicidades e sucesso em suas futuras atividades na vida civil.”                

O JORNALISTA

Como correspondente do Ipu, trabalhou para os jornais “Unitário”, “Correio do Ceará” (extintos) e “O Povo”, onde publicou a coluna “Bicadas do Ipu”. Por mais de 12 anos trabalhou no ex-jornal “Tribuna do Ceará”, editando a coluna “Forças Armadas” de segunda a sexta e “Aviação” aos sábados, além de três edições anuais do tablóide “Aviação”, atrelado à “Tribuna do Ceará.” Da Tribuna saiu a convite do jornal “DIÁRIO do Nordeste”, quando da sua criação, onde, durante os seus primeiros cinco anos, editou as colunas “Militares” de segunda a sábado e “Aviação” aos domingos.

Foi correspondente das revistas “FLAP Internacional” (de aviação) e “Tecnologia e Defesa, editadas em São Paulo e do jornal “Letras em Marcha”, editado no Rio de Janeiro, do qual recebeu diploma de HONRA AO MÉRITO nos seguintes termos: “A direção de Letras em Marcha resolve conferir ao jornalista J.P.Mourão o presente diploma de Grande Colaborador, por sua apreciada colaboração profissional jornalística a este empreendimento, assim contribuindo, de forma efetiva e palpável, para que Letras em Marcha atingisse a MARCA jamais alcançada por qualquer publicação militar de caráter particular: onze anos de circulação nacional e ininterrupta. Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1982.” As assinaturas são dos coronéis do Exército Joaquim Victorino Portella Ferreira Alves, diretor-presidente; e Neomil Portella Ferreira Alves, editor-chefe; do capitão-de-fragata (FN) Newton Lemos de Azevedo, diretor-adjunto; e do tenente-coronel aviador Geraldo Caldeira, superintendente.”

Fundador e editor da extinta “IPUENSE em Revista”, publicação mensal da ex-Associação Recreativo-Atlética Ipuense (ARAI), da qual foi um dos fundadores, bem como do “Jornal dos Ipuenses”, com circulação de apenas duas ou três edições.

É membro da Associação Cearense de Imprensa (ACI), ostentando a medalha “ACI 30 Anos” e da Associação Cearense de Jornalistas do Interior (ACEJI), da qual foi secretário por duas vezes, e secretário-geral do VI Congresso de Jornalistas do Interior do Ceará, realizado em Limoeiro do Norte, CE, em 1971, nele participando também com duas proposições em prol do Ipu: “IPU NA DÉCADA DA EDUCAÇÃO” e “CEARÁ PODERÁ FAZER DINHEIRO COM A TURÍSTICA BICA DO IPU”, aprovadas no Congresso, publicadas nos anais da ACEJI e nos principais jornais de Fortaleza.

O CORRETOR DE IMÓVEIS

Não suportando a ociosidade da aposentadoria, em 1987 concluiu o Curso de Técnico de 2º Grau em Transações Imobiliárias (Corretor de Imóveis), logo filiando-se ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) e em seguida montando escritório na Galeria Pedro Jorge e depois no Edifício Triunfo, em Fortaleza, onde se encontra ainda instalado. Como corretor de imóveis credenciado fez, de 1988 a 1990, os “Treinamentos Programados a Distância de Administração de Imóveis e de Direito Imobiliário”, ministrados pela IOB. Em 1998, foi agraciado pelo Creci com o diploma de “Honra ao Mérito”, no seguinte teor: “Certificamos a João Pereira Mourão honra ao mérito por seu incansável trabalho como Corretor de Imóveis e por sua participação na história do Creci/15ª Região,” com as assinaturas de Waldyr Luciano, presidente do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis; e Apollo Sherer, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis.”  Em 2009, fez o Curso de Avaliador de Imóveis, no CETREDE, Fortaleza, Ceará, filiando-se em seguida ao Conselho Nacional de Avaliadores de Imóveis (CNAI).

O ACADÊMICO

Um dos membros fundadores da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes (AILCA), criada a 20/01/2006, pela Associação dos Filhos e Amigos do Ipu (AFAI), em solenidade realizada no Patronato Sousa Carvalho, em Ipu, ocupando a cadeira 18, do Patrono José Itamar Mourão, e membro da primeira Diretoria, exercendo o cargo de diretor de publicaçações marketing, voltando a exercer este mesmo cargo na Diretoria da Academia Ipuense, no biênio 2010/2011.


O ESCRITOR

Editor do blog do jpmourao e autor do seu IPU - DOS JORNAIS PARA O LIVRO, lançado em Ipu, a 28 de fevereiro de 2009. Diretor de jornalismo e redator da Folha Acadêmica, de nºs 01 a 12. Um dos coautores e organizador, juntamente, com José Airton Pereira Soares e Sebastião Valdemir Mourão, do livro REVISTA ACADÊMICA nºs 1 e 2 (Poesias e Prosas para o Ipu - 170 e 171 anos), bem como, do Livro dos Patronos, todos editados e lançados pela diretoria Avançar (biênio 2010-2011), da Academia Ipuense de Letras, Ciências e Artes. 

MORTE, UMA INICIAÇÃO

A chamada morte será, com certeza, o evento mais importante da minha vida, e quando eu morrer quero que, pelo menos, o meu coração seja sepultado no Ipu - Ceará.

Se inteiro, o meu corpo deve ser colocado em uma rede, ou, se em um caixão, o mais simples que existir na funerária. O meu cadáver deve ser coberto apenas com um lençol branco e minha cabeça repousando sobre o meu IPU – DOS JORNAIS PARA O LIVRO, e no enterro, apenas as pessoas necessárias ao translado.

Dispenso quaisquer rituais - o meu corpo não merece e a minha alma não precisa.

DEPOIS DA CHAMADA MORTE

Dentro de alguns anos, quando numa tumba escura, no cemitério do Alto dos 14, o meu IPU – DOS JORNAIS PARA O LIVRO lembrará aos meus familiares, conterrâneos e amigos, o que pensou para o Ipu, o meu pobre crânio descarnado; o que enxergaram meus olhos, antes de se resumirem a gotas de lama; o que amou meu coração, antes de deixar de pulsar, de vibrar; e o que foi a minha voz, antes dos meus lábios se fecharem.

Finalmente saibam que todos os meus órgãos, mesmo transformados em pó, permanecerão entrelaçados aos corações dos que amam verdadeiramente o Ipu! (Transcrito da pagina 135 do meu IPU – DOS JORNAIS PARA O LIVRO).

Ipu/Fortaleza (CE), 27 de agosto de 2012

jpMourão
- João Pereira Mourão
Paixão por Jornalismo, Publicidade e Marketing

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